Maureen Bisilliat foi uma artista, claramente, marcada pela sua infância desenraizada, momento em que morou em 5 países, além da Inglaterra. Em 1953 mudou-se para São Paulo como estudante de pintura, no entanto, passou a se interessar pela fotografia diante da influência de seu primeiro marido. Após algumas temporadas no exterior, Maureen retornou ao Brasil e abandonou por completo a pintura e passou a se dedicar a fotografar. Nesse período, teve contato e se inspirou em grandes escritores brasileiros, como Jorge Amado, Guimarães Rosa e Mario de Andrade. Seu trabalho demonstra um apoio conceitual na antropologia, um equilíbrio entre seu olhar estrangeiro e seu respeito à cultura brasileira e uma investigação profunda da alma do país expresso em seus temas abordados: sertanejos e indígenas.
A fotografia escolhida chamou a atenção do grupo na medida em que é muito representativa da vida sertaneja, um dos núcleos temáticos de Maureen, ao mesmo tempo em que à retrata ressaltando o claro e escuro e um enquadramento marcante, características bastante presentes em seu trabalho herdadas de sua carreira na pintura e seu fascínio expressionista. Assim, o movimento da água, a figura humana e dos animais mais opacas, o sol no horizonte, trouxeram à fotografia um contraste e sombras muito interessante, que nos surpreendeu de forma positiva.




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